rioesperenses

Raimundo Nonato de Assis

por Luiz Carlos Assis

Nasceu no dia 31/08/1905;
Faleceu no dia 09/12/2000.

Casou-se por duas vezes, sendo a primeira com Maria Evangelista de Assis, com quem teve seus 5 (cinco) filhos, Raimundo Assis Pereira, Crisóstomo Assis Pereira, Zézimo Assis Pereira, Silvério Assis Pereira (Verinho) e Efigênia Evangelista Assis de Paula Pereira, tendo ficado em Rio Espera somente o Verinho que ainda reside na Fartura.

A segunda esposa do Raimundo Nonato, conhecido como Raimundo Rodrigues, foi LUZIA DE ASSIS (Zizinha) com quem viveu muitos anos, sempre contagiados de amor e harmonia. Harmonia e hospitalidade era o que se vivia naquela casa sem reboco na Fartura.

Carro de boi, cavalos e uma rapadura especial no velho engenho movido à tração animal. E ainda um vovô que sempre dispunha de tempo e carinho para os netos, sabendo o que cada um gostava, atendia particularmente aos prazeres da meninada. Era como se cada neto fosse o único, com deliciosos doces, caldo de cana, melado, amendoim, cana, confecção de brinquedos rústicos, como carrinhos de carretel, jogos de dama e muito carinho; e ainda muita religiosidade.



Raimundo cavalgava sempre num passo de trote, indo aos domingos e dias santos à missa em Rio Espera. Aos domingos assistia ainda às reuniões da Conferência Vicentina, tendo participado intensamente daquela fraternidade por 79 anos da sua vida, sempre presente e ativo nas reuniões Vicentinas.

Foi exemplo de educação e respeito, sendo referência de pessoa para aqueles que o conheceram, era atencioso e sempre muito alegre, transmitindo paz e experiência.

Interessante como sabia se fazer respeitar por todos, mesmo fazendo a vontade dos netos que carinhosamente o chamavam de Padrinho Vovô, determinava as regras sem mudança de semblante ou tom de voz.




Vovô Raimundo ainda poetizava, tendo registrado junto aos filhos e netos uma frase especial ao dizer que a vida é “Brinquedo na meninice, ilusão na mocidade, na velhice, só saudade”.

A idade pode gerar saudade ainda em vida, mas daquela presença alegre que partiu em 09 de dezembro de 2000, perto de completar 95 anos, o que se tem são lembranças da sua exemplar passagem.

Registro de Batismo de Raimundo nascido em 31 de agosto de 1905 , filho de José Rodrigues de Assis.

 

Márcio Dos Santos Balbino

“Meu nome é Márcio dos Santos Balbino, filho de José Eustáquio Balbino (carinhosamente conhecido por Zedunga, pessoa fantástica que com seu exemplo marcou minha vida e me mostrou que as coisas simples da vida valem por si só) e Maria José Balbino (minha mãezinha querida que deixou muitas saudades). Morei boa parte de minha infância e adolescência em Rio Espera onde pude aprender coisas importantes para minha vida das quais recordo com carinho (as brincadeiras, as descobertas, as paixões, a amizade, a escola, as pescarias, o futebol no campinho, as noites de serenata tão marcantes, a danceteria, a banda de música, a Igreja como coroinha, a minha irmã, não posso me esquecer também de todos do Morro do Colombo) . Saudades!”




Márcio sempre gostou de ler muito e também arriscava escrever algumas histórias. Desde muito cedo cativou uma grande paixão pela arte literária. Teve uma passagem pelo seminário Redentorista. Nessa época viajou pelo Norte de Minas visitando vários lugarejos como missionário. Tudo muito proveitoso. Conheceu pessoas fantásticas e ouviu suas histórias de vida. Márcio certa vez disse que pôde perceber a alegria daqueles que muito pouco tem e sabem prontamente partilhar.




Atualmente (2007) mora em Juiz de Fora, Minas Gerais, é formado em Filosofia e Letras, Especialista em estudos literários e Mestre em ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Trabalha em algumas faculdades de Minas e também no Colégio Naval de Angra dos Reis, estado do Rio de Janeiro. Durante algum tempo trabalhou na Faculdade de Normal Superior de Rio Espera. Quando realizou com os alunos bons trabalhos que marcaram Rio Espera.

O professor Márcio não perdeu a mania dos tempos de criança e continua a escrever algumas histórias. Agora usa a internet para publicar alguns contos, poesia e fotos de viagens.
PS: O endereço da página de acesso http://spaces.msn.com/zedunga não está mais disponível.

José Francisco da Silva Concesso



José Francisco da Silva Concesso nasceu em Rio Espera no ano de 1936. Filho de Antonio Simão da Silva e Maria Eduarda Silva. Aos nove anos de idade deixou a comunidade da Lage onde nascera e foi morar com o farmacêutico José Colombo Rivelli para poder estudar. Cursou o primário no Grupo Escolar Major Miranda. Foram suas professoras: Maninha Salim e Maria Glicéria Salim, Marisica e Anísia.

Em fevereiro de 1950, entrou no seminário dos Orionitas de Burnier onde fez o Ginásio. Em 1954, fez noviciado em Belo Horizonte. Estudou filosofia no seminário arquidiocesano do Rio de Janeiro. Em julho de 1961 foi para Itália, onde foi ordenado sacerdote em 10 de abril de 1965. Ao retornar ao Brasil em 1965, permaneceu no Rio para um curso de especialização antes de ir para Araguaína, no Estado de Goiás. De lá foi mandado para fundar o Instituto São Marcos em Valença.


De Valença foi para Lagoa Santa, onde exerceu o cargo de Capelão da Aeronáutica, foi diretor da escola regimental de aprendizes até 1977. Fundou a paróquia de Santa Edwiges e neste período cursou direito na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Depois de dezoito anos de exercício do Ministério Sacerdotal licenciou-se do ministério tendo se casado posteriormente e hoje tem um filho que estuda direito.

A convite do então governador de Goiás, Íris Rezende, em 1985 foi convidado para ser o primeiro diretor da primeira unidade de Ensino Superior do Norte do Estado, hoje Tocantins, onde lecionou ate o ano de 2003, quando se aposentou. Atualmente é vice-diretor da Faculdade Católica Dom Orione, em Araguaína, onde reside com sua família.


O professor José Francisco é membro da Academia Tocantinense de Letras, da Academia Cordiburguense de letras e da Academia Imperatrinense e Academia Mirim de Araguaína. É Autor dos seguintes livros: Latim – primeiros passos, Data Vênia, Análise Sintática para estudantes de Latim e Meu Primeiro Picolé.
Este último foi lançado em Rio Espera durante a festa do Rio-esperense Ausente de 2004. Na época aconteceu uma homenagem por parte da comunidade, que contou com a presença da primeira professora de José, Maninha Salim e os irmãos José Rivelli e Maria da Conceição Rivelli a quem José dedicou o seu livro.




Jacyntho Lins Brandão

“Nasci em Rio Espera, em 1952. Quando eu tinha uns dois anos, minha família mudou-se para Belo Horizonte. Então, Rio Espera fazia parte de minhas férias, passadas na casa de meus tios Abigail e Zé do Marco. Sou filho do Jacinto Brandão (que estava como um homenageado na página de Rio Espera nos últimos meses) e da Maria Aparecida Lins Brandão (a família da minha mãe é de Piranga e ela foi para Rio Espera para ser diretora do Grupo Escolar Major Miranda, em 1950). Quer dizer, mais rioesperense é impossível. Mesmo que saído cedo de lá”.




Jacyntho Lins Brandão é docente da UFMG desde 1977, ocupando atualmente o cargo de Professor Titular de Língua e Literatura Grega. Graduou-se na UFMG e doutorou-se pela USP. Na Faculdade de Letras, exerceu os cargos de Sub-Chefe e Chefe do Departamento de Letras Clássicas, Coordenador do Núcleo de Assessoramento à Pesquisa, Diretor da Unidade, Sub-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários e Coordenador do Curso de Graduação em Letras. Foi Vice-Reitor da UFMG, tendo exercido a Presidência da COPEVE e atuado, na ANDIFES, como Vice-Presidente da Comissão de Carreira e Salários e Secretário da Comissão de Políticas de Recursos Humanos. É pesquisador do CNPq, tendo publicado sete livros, além de artigos e capítulos de livros.




Integra o corpo docente do Curso de Pós-Graduação em Estudos Literários, onde orientou diversas dissertações de Mestrado e teses de Doutorado. Foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos, onde exerceu as funções de Secretário-Geral, Presidente e Tesoureiro. Atuou, como Professor Visitante, na Universidade de Aveiro (Portugal), na École des Hautes Études en Sciences Sociales (França) e na Universidad Nacional del Sur (Argentina).



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