Memória digital · 2002–2014

Memória Digital

Comentários e mensagens preservados dos primeiros anos do RioEspera.com: nomes, lembranças, histórias de família, opiniões e reencontros com Rio Espera.

Sobre este arquivo

Comentários históricos & Livro de Visitas

Esta página reúne duas coleções históricas do antigo RioEspera.com. A redação, a ortografia e as opiniões dos autores foram preservadas sempre que possível. Endereços de e-mail, telefones e endereços IP foram omitidos por privacidade.

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2003

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Comentários históricos

Ricardo Alexandre Nogueira Miranda

Oi Ronaldo! Ainda não sei como lhe escrever. Sei que preciso lhe falar algo, mas parece que as palavras se tornam fúteis quando a emoção é grande. Talvez até maior que a própria Rio Espera. Vamos pelo mais fácil. Sou rioesperense! Nasci em Rio Espera em janeiro de 1976, filho de Orfeu da Silva Miranda, o sargento Orfeu, e de Filomena Nogueira de Miranda, a Nenega do Pedro Nogueira. Isso mesmo, sou neto do Pedro Nogueira, que morava lá no Azilo, perto do Campo.

Passei minha infância lá, caçando preá nos brejos de seu pai e jogando futebol com seu primo o Alexandre, que mudou-se do Rio de Janeiro para Rio Espera. Lembro-me de você na Banda de Música Santa Cecília. Tocava bombardino. Seu irmão, o Lú Rabixada, ainda mora por lá.

Mas emoção maior ao ver sua página foi defrontar-me com o passado. Fotos, pessoas, histórias. Confesso que lágrimas caíram quando no texto do Fabrício vi o nome de meu avô!

Estudei jornalismo e cinema na Universidade Federal de Juiz de Fora. Também aprendi teatro no Centro de Estudos Teatrais de Juiz de Fora. Por lá, trabalhei na assessoria de comunicação da Rede Ferroviária. Depois, na busca de Guimarães Rosa, fui trabalhar em Montes Claros. Nos jornais descobri o gosto pela política, o mesmo prazer tão inerente à vida do meu avô.

Hoje preparo minha tese para o mestrado em Ciência Política na UFMG e atuo como secretário de comunicação da prefeitura de Bocaiúva, cidade onde nasceram Betinho e Henfil. Em Rio Espera vou pouco. Para lhe ser franco, vou apenas em velórios. Tenho um irmão que mora lá e outro que faz ciência da computação na Universidade de Juiz de Fora.

O site é estupendo! Desde o projeto gráfico até o soar dos sinos é revestido de saudade e emoção. Desde já, sou visitante perpétuo e, se possível for, gostaria de ajudar. Ser um colaborador. Tenho alguns contos que publiquei em jornais e revistas de Belo Horizonte e de Montes Claros que falam sobre as pessoas e as "figuras" de Rio Espera.

Um escritor, professor na UFRJ, escreveu um poema em homenagem a Rio Espera. Este professor, que foi meu mestre, adorava que eu lhe falasse de Rio Espera, dizia ele que aquilo era mineiridade perdida! Quanto à política, isso merece um e-mail especial, gostaria também de falar e propor! Sei que e-mail deve ser coisa pequena, mas antecipo desculpas! Fico feliz com o seu carinho por Rio Espera. Bravo, bravíssimo!!!

Memória digital

Quando Rio Espera começou a se encontrar na Internet

O Livro de Visitas começa em 2002, quando encontrar fotografias, histórias familiares e notícias de uma pequena cidade mineira pela Internet ainda era novidade. As mensagens mostram pessoas redescobrindo parentes, lembrando ruas, escolas e festas e deixando registros do que Rio Espera significava para elas.

Hoje, esses textos também documentam a própria história do RioEspera.com: uma conversa comunitária que atravessou anos e que agora volta a ficar pesquisável.