{"id":1825,"date":"2018-03-27T23:30:22","date_gmt":"2018-03-27T23:30:22","guid":{"rendered":"http:\/\/rioespera.com\/portal\/?p=1825"},"modified":"2018-03-27T23:32:09","modified_gmt":"2018-03-27T23:32:09","slug":"broa-quentinha-com-cheiro-de-assapeixe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/broa-quentinha-com-cheiro-de-assapeixe\/","title":{"rendered":"BROA QUENTINHA COM CHEIRO DE ASSAPEIXE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Ana Maria Nogueira<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Hoje n\u00e3o tenho mais minha m\u00e3e comigo. Ela ficou \u201cencantada\u201d, na vers\u00e3o de Guimar\u00e3es Rosa, h\u00e1 doze anos. Meus pensamentos voam at\u00e9 o pa\u00eds maravilhoso da inf\u00e2ncia feliz em um s\u00edtio nas proximidades de Rio Espera. \u00c9 s\u00e1bado, um dia muito especial. Al\u00e9m de ser o dia em que podemos pescar, evidente que somente ap\u00f3s o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es (varrer o terreiro com a vassoura de alecrim colhida por n\u00f3s mesmos, bem de manh\u00e3zinha, no pasto das vacas de leite), minha m\u00e3e faz quitandas. Cedo, ela acende o fogo com palha de milho e lenha no forno de barro que t\u00ednhamos no terreiro.&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_1827\" aria-describedby=\"caption-attachment-1827\" style=\"width: 408px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1827 \" src=\"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/fazenda_mesquita-300x198.jpg\" alt=\"\" width=\"408\" height=\"269\"><figcaption id=\"caption-attachment-1827\" class=\"wp-caption-text\">s\u00edtio mesquita<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Deixa queimar toda a lenha at\u00e9 o forno ficar bem quente, enquanto isso ela vai amassando as quitandas. A broa de milho \u00e9 feita com uma massa bem dura, ent\u00e3o ela \u201catende\u201d a broa com uma x\u00edcara, ou seja, pega um pouco da massa, coloca na x\u00edcara, balan\u00e7a at\u00e9 que ela adquira uma forma arredondada e lisa e ent\u00e3o, joga-a, com for\u00e7a no tabuleiro.<\/p>\n<p><script async=\"\" src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-8404309934763038\" data-ad-slot=\"7973251534\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&nbsp;Antes de colocar para assar, as quitandas, ela, com uma vassoura de assapeixe, come\u00e7a a varrer o forno retirando toda a cinza que restou e tamb\u00e9m as brasas. O cheiro \u00e9 delicioso, pois a planta ao queimar solta um aroma agrad\u00e1vel. Minha m\u00e3e ent\u00e3o coloca os tabuleiros de broa no forno e espera. Da\u00ed a pouco est\u00e1 pronta. A broa sai quentinha. Nunca me esqueci da mistura daqueles aromas: fuma\u00e7a, assapeixe e broa quente. Cheiro de alegria, aconchego, carinho de m\u00e3e. Ainda hoje, \u00e0s vezes estou fazendo qualquer coisa e sinto aquele cheiro de minha inf\u00e2ncia. Imediatamente meus pensamentos viajam na felicidade da vida livre no campo junto de minha fam\u00edlia, principalmente minha m\u00e3e, da qual guardo imensa saudade, por n\u00e3o se encontrar mais entre n\u00f3s. Vejo-me a correr por aqueles pastos onde \u00e1 tarde, uma brisa suave sobrava amenizando o calor dos raios do sol que se escondia atr\u00e1s do Morro da capoeira. A vida passava de mansinho e calmamente.<\/p>\n<p>Leia outras cr\u00f4nicas da autora em seu blog.&nbsp;<a href=\"http:\/\/edugrio.blogspot.ca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Edugri\u00f4<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana Maria Nogueira Hoje n\u00e3o tenho mais minha m\u00e3e comigo. Ela ficou \u201cencantada\u201d, na vers\u00e3o de Guimar\u00e3es Rosa, h\u00e1 doze anos. 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