{"id":3032,"date":"2018-04-18T22:41:59","date_gmt":"2018-04-18T22:41:59","guid":{"rendered":"http:\/\/rioespera.com\/portal\/?p=3032"},"modified":"2018-04-18T22:47:54","modified_gmt":"2018-04-18T22:47:54","slug":"beijo-ferreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/beijo-ferreira\/","title":{"rendered":"Beijo Ferreira"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3038 alignleft\" src=\"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/beijo_ferreira-1.jpg\" alt=\"\" width=\"219\" height=\"268\"><strong>Beijo Ferreira<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Por Fabr\u00edcio Miranda<\/p>\n<p>Nasceu Benjamim Alves de Oliveira em 30 de abril de 1905. Com o passar dos anos Tornou-se Beijo Ferreira. Conta a hist\u00f3ria que o pseudo-sobrenome &#8220;Ferreira&#8221; foi herdado de um tio av\u00f4, que mantinha uma tenda onde eram fabricadas ferramentas.<\/p>\n<p>Ao lado de Isaura Assis de S\u00e3o Jos\u00e9, com quem se casou em 25 de junho de 1930, criou treze filhos. Lilico, Otac\u00edlio, Laura, Celso, Marta, Moacir, Nazinha, Leninha, Alberto, C\u00ed, Roberto, J\u00falio e Mauro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3034\" aria-describedby=\"caption-attachment-3034\" style=\"width: 832px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3034 size-full\" src=\"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/beijo-ferreira.jpg\" alt=\"\" width=\"832\" height=\"332\"><figcaption id=\"caption-attachment-3034\" class=\"wp-caption-text\">Registro de Batismo de Benjamim, nascido em 30 de abril de 1905.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Beijo foi um homem desbravador. Quando tropeiro, em lombo de mulas, conheceu o Estado de S\u00e3o Paulo. Foi tamb\u00e9m a\u00e7ougueiro. Naquela \u00e9poca comprava e vendia porco em toda regi\u00e3o. Foi vereador e at\u00e9 tentou ser prefeito, por\u00e9m, sem \u00eaxito. Parece que o destino preferiu que ele escrevesse a hist\u00f3ria de outra forma. E o bravo descendente de ferreiro, assim o fez. Juntou algumas economias e em sociedade com o fazendeiro Z\u00e9 Anjo comprou o primeiro caminh\u00e3o de Rio Espera. No volante deste caminh\u00e3o escreveu parte da hist\u00f3ria rioesperense.<script async=\"\" src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script><br \/>\n<!-- entre_texto --><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8404309934763038\" data-ad-slot=\"5153697218\" data-ad-format=\"auto\"><\/ins><br \/>\n<script>\n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/p>\n<p>O homem era mesmo danadinho. Atr\u00e1s, no local onde mantinha o seu a\u00e7ougue, tinha uma m\u00e1quina que deixava arroz com casaca limpinho.<\/p>\n<p>Beijo foi, sem d\u00favida nenhuma, um empreendedor. Naqueles tempos em que as pessoas tradicionalmente participavam das festas de Bom J\u00e9sus do Matozinhos. Beijo usou seu caminh\u00e3o para encurtar a dist\u00e2ncia entre Rio Espera e o santu\u00e1rio em Congonhas. Nessa \u00e9poca viu no transporte de passageiros uma boa oportunidade de neg\u00f3cio. Pouco tempo depois em sociedade com o Macabeu, irm\u00e3o de sua esposa Isaura, fundou uma empresa de \u00f4nibus. Que depois foi dividida em duas. A Via\u00e7\u00e3o Rio Espera ficou com o Macabeu e a S\u00e3o Luiz com<br \/>\nele. Essa \u00faltima foi vendida ao Filhinho e ainda roda at\u00e9 hoje. Nos \u00f4nibus carregou de tudo. De porco a cartas para os Correios. Por causa das correspond\u00eancias aposentou-se como carteiro.<br \/>\n<script async=\"\" src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script><br \/>\n<!-- entre_texto --><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8404309934763038\" data-ad-slot=\"5153697218\" data-ad-format=\"auto\"><\/ins><br \/>\n<script>\n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><br \/>\nBeijo foi um homem de paix\u00f5es. Amava Isaura, filhos, netos, Rio Espera e o Cruzeiro Esporte Clube. Nos \u00e1ureos tempos do escrete que encantava o pa\u00eds com Tost\u00e3o, Dirceu, Raul e companhia. Beijo Ferreira enchia a rural de gente e ia ver o Cruzeiro no Mineir\u00e3o. A paix\u00e3o por aquele time parece ter contagiado a fam\u00edlia. Hoje grande parte torce pelo clube azul celeste. Aos domingos era certo v\u00ea-lo a beira do campo do Asilo. Gostava de ver os netos jogarem bola. Otac\u00edlio que virou goleiro e Didi o artilheiro. Beijo Ferreira um pai dedicado que enfrentou muitos obst\u00e1culos na vida. Homem honesto que cativava os amigos. Sempre de bra\u00e7os abertos acolheu muita gente na sua casa. Deve ser por isso que os netos o chamavam padrinho. Durante os oitenta e sete anos que passou aqui na terra, Benjamim deu um lustre no termo: &#8220;o trabalho enobrece o homem&#8221;. Beijo trabalhou muito. Mas como ningu\u00e9m \u00e9 eterno, em junho de 1992, fez sua \u00faltima viagem.<\/p>\n<p>Com certeza Deus o chamou para auxiliar em algum novo empreendimento.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3035\" aria-describedby=\"caption-attachment-3035\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3035 size-full\" src=\"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/beijo_ferreira_familia.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"465\"><figcaption id=\"caption-attachment-3035\" class=\"wp-caption-text\">Beijo Ferreira e sua fam\u00edlia. data desconhecida<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beijo Ferreira&nbsp; Por Fabr\u00edcio Miranda Nasceu Benjamim Alves de Oliveira em 30 de abril de 1905. Com o passar dos anos Tornou-se Beijo Ferreira. Conta<span class=\"read-more-link\"><a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/rioespera.com\/portal\/beijo-ferreira\/\">Read More<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3040,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[10,22,4,29],"tags":[],"class_list":["post-3032","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunidade","category-cronicas","category-genealogia","category-rio-esperense"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3032","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3032"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3032\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3039,"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3032\/revisions\/3039"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rioespera.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}